estou nervosa, neste exato momento, o porque é quase insignificante, estou prestes a sair, para um lugar que não conheço, onde estarão pessoas que eu não conheço, e vou sozinha.
já estou pronta, e ainda falta 1h para sair de casa.
isso é um grande sinal do meu desespero, quem me conhece sabe que, normalmente eu esperaria os últimos 15min chegarem, para então mudar de ideia, quanto a roupa e cabelo.
atraso é meu nome do meio, mas não quando estou tensa, tento me convencer que dará tudo certo, vou conhecer outras pessoas, e me enturmar com naturalidade num ambiente acolhedor, vou me divertir muito, e ter uma bela história para a próxima segunda feira. é isso mesmo. 
o otimismo é sempre válido, mas não acaba com o 'frio na barriga' a vida em geral é assim.
por mais amigos que tenhamos, viver é só com a gente...
ninguém nos 'ajuda' a viver, não se vive em dupla, embora tenhamos companhias.
e a vida apresenta uma incerteza quanto ao (in?)sucesso do viver, que somente a coragem pode vencer.
eu poderia bem ficar em casa, olhar um filme, chamar alguém ou simplesmente dormir.
mas, decidi enfrentar meu sábado vazio, decidi preenche-lo com algo diferente.
eu posso muito bem viver o mesmo sonho, ou posso fechar os olhos e ir mais longe.
não há garantia que vai ser tudo muito bom, ainda não sei se não sairei da festa antes do fim, e ir correndo pra casa, apavorada com tudo que me é estranho e diferente.
ainda não sei se conseguirei viver sem me esconder, ainda não sei se abandonarei os sonhos antes de concretizá-los.
não é o que eu quero, mas eu tenho medo de fazer tudo sozinha.
eu tenho medo de fazer tudo sozinha, mas eu sei que minha vida é feita de escolhas minhas.
eu sei que minha vida é feita de escolhas minhas, então vou ir nessa vida, vivendo esta festa :D 
e depois eu conto, se tive coragem, ou se desisti, e seja qual for minha decisão, eu vou vivê-la.


já não se sabe, se é só de amor que se faz uma vida.
se com calor de outro que se cura a ferida.
não se sabe nada sobre como estar no mundo.
não se sabe nada sobre o existir próprio.
se sabe muito da vida dos outros e pouco de nossa essência.
estamos cheios de um saber quase alheio a nossas necessidades.
quero saber de mim mesma, conhecer meu caminho, ter certeza de onde estou indo.
quero me reconhecer no meio de tanto saber dentro de mim que me conduz ao assustador escuro da minha alma, quero ir lá bem no pro fundo, ascender uma luz com um pensamento profundo, e mudar tudo de lugar, fazer uma limpeza, organizar os sentimentos e as ideias, e conhecer bem, o que carrego aqui comigo.
das coisas tão mais lindas da vida, saíram meu desejo e paixão.
paixão pela vida, desejo pelo viver, ardente prazer no estar e ser, e não, nunca esquecer, que sou eu que vivo aqui, que grito choro ou morro de tanto rir.
num encaixe perfeito, de pensar e sentir.
no amor exato, de ser, imaginar, tentar e mudar, voltando a ser um ser diferente.
a confusão de pensamentos existe sim, e não importa mais, se em um lugar eu finjo, no outro não escondo, tudo isso sou eu, representando ou sendo.
sou crua, nua, sou eu;


num momento um pouco mais claro do ser, quero deixar aqui, uma citação que muito faz sentido em mim ! 

"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, (...) Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho 
a ideia da alegria."
(Ana Jácomo)






um dia escutei, que existem paixões, que são como o próprio ar.
sempre sonhei tê-las em mim, mas há muito, não me sentia sufocada de saudade.
mas algo, me roubou palavras e chão e ar ♪ foi assim, foi numa noite apagada, com uma vela acesa, e uma insônia que me fazia percorrer cada rastro de pensamento existente em mim, criando uma trilha que me levava a perdição.
tentei ler, cantar, peguei meu violão, e tudo isso, naquela noite, me era inútil, tentei fechar os olhos e durmir, mas não queria sonhar, queria escrever.
peguei um caderno,e escrevi de meus anseios, como se fosse viver de palavras, cada letra era como uma pessoa que nos marca sem volta, e nada do que saía de mim naquela hora, poderia ser apagado mais tarde.
virei páginas, como se fossem novas fases de mim mesma.
arranquei outras tantas, como episódios que quisesse esquecer (daqueles que nunca se esquece verdadeiramente, pois é só procurar e ele ainda existe amassado em algum lugar), reescrevi parágrafos errados, li e reli minha história, respirei fundo e dormi.
analisando esta nova fase literária de mim, lembrei de como escrever não fazia sentido há algum tempo, eu tinha um diário, das poucas vezes que lembrava onde ele estava, o que estava escrito era tão vazio, que nem valor tinha.
'querido diário, o homem da minha vida PEDRINHO, passou hoje por mim (suspiros) nem me olhou.'
'querido diário, o PEDRINHO me deu um oi hoje, é realmente, nossa relação esta ficando séria, acho até que ele me quer como a mãe de seus filhos. (depois descobri que 'pedrinho' era gay. vai ver foi pq nossa história de amor não deu certo, ele não se imaginando com outra mulher além de mim, decidiu tentar algo novo)'
verdade é, que na minha adolescência nunca dei valor à minhas próprias ideias, se é que as tinha, e também é fato, que o tempo ensina, que nossos tesouros, são nossas paixões, nossos sentimentos, nossos ideais, nossos !
e tudo que é nosso, deve ser valorizado, o tempo me ensinou isso, e da melhor forma que sei, com as palavras, digo aqui, que tudo na nossa vida, tem o valor que damos, quer um tesouro ? um dom ? felicidade ? veja o que está guardado na sua vida, veja o que tem em suas ideias, e escreva, viva, dê valor, tenha valor.
respire fundo, e atire-se na imensidão da sua paixão, sua !




MUDE mude mude mude mude mude mude VIVA !

eu, lutei contra tudo
eu fuji, do que era seguro
descobri que é possível
viver só, mas num mundo sem verdade.
depois de tanto caminhar.
depois de quase desistir,
os mesmo pés cansados voltam pra você ♪

eu só queria dizer, o que não consigo chorar.
eu só queria pensar, que não existe nada em mim, além do sentimento.
queria tanta coisa...
um sorriso verdadeiro, e meu.
um amigo verdadeiro, e meu.
um amor não passageiro, só meu.
eu queria saber também, se ainda tens meu número.
se ainda se encaixa em mim.
queria saber, quanto de mim deixei em alguém.
e quanto levo aqui, que não é meu.
queria saber perder, saber mudar, e fazer isso sem sofrer.
queria poder escrever cada lágrima que derramo, e cada sorriso que em mim brota, queria transformar em palavras meus sentimentos, e publicar meu coração !



eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo.
eu quero ficar junto, mas sozinho assim não é possível !
é preciso amar direito, um amor de qualquer jeito

to confusa,
que vida é essa ? ontem enquanto um amigo morria, outros casavam.
isso mexe comigo, isso tira de mim qualquer certeza, e eu, será que morro ou caso ? ou nenhum nem outro e fujo apavorada ?
ou fico parada esperando o que a vida decidir.
será que choro ou dou os parabéns ? ou vivo todas as emoções num pobre coração que tenta funcionar direito, numa razão que tenta não enlouquecer.
sim, eu já desisti de entender, o jeito é aceitar, é viver na incerteza, nas mãos de uma fé que me mova a pensar, que quer morramos, quer casamos, ou coisa outra qualquer, é a vida, se é tão bonita já não sei... hoje não sei, hoje chorei, hoje perdi, hoje morri de medo, hoje já nem sei, nem quero saber. 


Mas ande logo, vá depressa
Nem se atreva a pensar muito
O meu universo ainda despreza
Quem não sabe o que quer ♪


(parabéns aos noivos. e ao amigo, sorte aí, mais que teve aqui)
"e eu tão singular, me vi plural"lenine