já não se sabe, se é só de amor que se faz uma vida.
se com calor de outro que se cura a ferida.
não se sabe nada sobre como estar no mundo.
não se sabe nada sobre o existir próprio.
se sabe muito da vida dos outros e pouco de nossa essência.
estamos cheios de um saber quase alheio a nossas necessidades.
quero saber de mim mesma, conhecer meu caminho, ter certeza de onde estou indo.
quero me reconhecer no meio de tanto saber dentro de mim que me conduz ao assustador escuro da minha alma, quero ir lá bem no pro fundo, ascender uma luz com um pensamento profundo, e mudar tudo de lugar, fazer uma limpeza, organizar os sentimentos e as ideias, e conhecer bem, o que carrego aqui comigo.
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"e eu tão singular, me vi plural"lenine

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