dias de vento.
amo os dias de vento, me mudo para a janela do meu quarto, e me deixo ser invadida pelo vento.
ando nas ruas sem reclamar do vento no meu cabelo, e muito menos do frio que me causa.
eu amo o vento;


ele varre de mim tanta coisa, que já não precisava estar ali.


onde o vento começa ? onde ele vai parar ? algum dia ele acaba ? ou simplesmente vai voar em outro lugar ?


eu acho que sempre quis ser um pouco de ventania.
ele não pode ser contido, e me leva junto cada vez que sopra, ou então me traz lembranças, vontades, sorrisos, poesias.


não há nada mais encantador que uma noite de vento, ali estão os melhores sonhos, os que te fazem voar como o próprio vento, aliás... com ele !


vento me lembra Quintana, um café, férias, viagens, beijos de tirar o fôlego, música, sonho, reencontros, vida;
não me peça explicações por favor, há coisas em mim, que existem por si só, sem explicações...


devo ter uma corrente de ar infindável em mim... e minha alma voa junto...


o vento quando sopra, me mostra, que ainda há um caminho a seguir; que aqui, ainda não é o fim.





"Vim aqui me buscar porque, para onde quer que eu olhasse, eu não me encontrava. Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, embora persistisse em acreditar que ela reclamava de outras ausências, a verdade é que o tempo inteirinho ela falava da minha falta de mim. Vim aqui me buscar porque percebi que estava muito distante e que a prioridade era eu me trazer de volta. Isso, se quisesse experimentar contentamento. Se quisesse criar espaço, depois de tanto aperto. Se quisesse sentir o conforto bom da leveza, depois de tanto peso suportado. Se quisesse crescer no amor." ANA JÁCOMO

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"e eu tão singular, me vi plural"lenine