NA FALTA DO QUE FAZER, INVENTEI A MINHA LIBERDADE ♪
como prometido, eis o desfecho da história anterior :
saí, fiz, aconteci, foi bom, me diverti, mais uma história pra contar.
e acabou.
restou somente a história mesmo, o que era tão forte num momento, acaba por ser pouco mais que nada no futuro.
a vida toda é feita disso, de fins, de situações que perdem o valor que tinham, e mesmo aquelas que continuam vivas dentro de nós, só sobreviveram por escolha nossa, e não pela força que tinham, ou tem, sobre nossos sentimentos.
ainda hoje, eu pensava, sobra coisas que deixamos para trás.
mesmo aquelas que aparentemente não poderiam sair de nossos seres, sem causar um estrago irreparável, muitas e muitas vezes,. abandonamos.
mesmo quando não deveríamos, deixamos para trás.
e o que é ainda pior, também acontece o inverso :
carregar o que era pra ter tido seu fim há muito.
eu não sei o que vou carregar pela minha vida inteira.
não sei o que vai me acompanhar em cada momento.
mas sei de algumas coisas :
enquanto eu caminhar pela vida, deixarei um rastro de vida deixada para trás.
carregarei uma pequena mochila, que não me atrapalhe em novos sonhos, mas que contenha cada uma das coisas que mais que o ar, me são imprescindíveis para viver.
e a última e mais importante lição :
neste caminho, meus olhos estarão fixos no horizonte. sempre no além. sempre caminhando. sempre indo ao encontro do meu sonho, daquilo que ainda não me é realidade.
sempre no horizonte
aquele que conhece o jogo, do fogo das coisas que são, é o sol, é o tempo é a estrada é o pé é o chão...
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"e eu tão singular, me vi plural"lenine

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