hoje quero falar de amor.
mas como falar de amor ? palavras são apenas palavras, pequenas palavras ♪ não é ?
apenas falar de amor, é muito vago, mas o que não é dito, não é vivido. então, mesmo que palavras não tenham valor diante ao sentimento, aqui estou eu, querendo falar de amor.
amor entre pessoas que se desejam.
o que me intriga, é que há algum tempo, os apaixonados não tinham nada entre si, olhavam-se e não batiam corações, ou, nem conheciam-se, houve um tempo, em que o amor não existia.
mas de repente, algo inexplicável acontece, e não falo de uma simples paixão, falo de amor. 
aquele que uns dizem ser construído aos poucos, outros dizem ser descoberto em si mesmo, ou ainda, surgido do nada, mas destinado à eternidade.
aquela sensação de que, como diz o poeta : 
se você não existisse, para que eu existiria ?
é inexplicável, mas surpreendentemente, existe.
hoje comprovei de algumas formas, meus pais, há 19 anos casados (meu Deus, 19 !)
minha mãe cantando em francês para um alemão de 1,90m todo derretido por ela.
meu pai cantando 'sou seu fã' pra todos vizinhos ouvirem, enquanto esperava minha mãe chegar, e quando a viu, um belo sorriso nasceu.
aquilo me fez pensar, são 19 anos, sim, eles tiveram momentos ruins(minha mãe quantas vezes confessou) mas de tudo, depois de tanta paixão, depois de tanto 'tesão', e de tantas brigas e discussões (coisas essas que todos os casais tem) eles tem algo a mais que 'todo casal' eles cantam um para o outro, eles se amam, eles nasceram um para o outro, eles sabem, que ninguém mais se encaixaria nos seus corações...
hoje eu chorei por amor, pensei que um dia também cantarei, e guardarei meu sorriso só pra alguém, ainda me perderei nos seus olhos, aliás, hoje, depois de tanto pensar e chorar, conheci meu grande amor.
não o vi, não o ouvi, mas o conheci, conheci dentro de mim, e sei, que quando ele chegar, não o terei que conhecer, apenas, reconhecer.





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"e eu tão singular, me vi plural"lenine